Jovem de 26 anos é vítima de feminicídio em bar na zona rural de Assú

Mulher morre após ser baleada em Assú; companheiro é preso e caso é investigado como feminicídio

Uma mulher de 26 anos morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na noite desta quinta-feira (23), na comunidade Lagoa do Ferreiro, zona rural de Assú, no Rio Grande do Norte. A vítima, identificada como Eliza Maria Anselmo Bezerra, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O principal suspeito é o companheiro dela, um marceneiro de 46 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar poucas horas após o crime.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que trata a ocorrência como feminicídio. As autoridades trabalham para esclarecer a dinâmica dos fatos e reunir todas as provas necessárias para a conclusão do inquérito.

Discussão teria antecedido o disparo

De acordo com as informações iniciais da investigação, o crime aconteceu dentro de um estabelecimento comercial após uma discussão entre o casal.

Testemunhas relataram que, durante o desentendimento, a mulher foi atingida por um disparo na região do peito. Pessoas que estavam no local acionaram o socorro imediatamente, e a vítima foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Assú.

Apesar dos esforços da equipe médica, Eliza Maria não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.

Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passou pelos exames periciais que auxiliarão nas investigações.

Suspeito foi localizado pela Polícia Militar

Logo após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas para localizar o suspeito.

O homem foi encontrado na cidade de Mossoró ainda durante a noite e acabou preso em flagrante. Durante a abordagem, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, que será submetido à perícia para verificar sua relação com o crime.

Depois da prisão, o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, permaneceu à disposição da Justiça.

Polícia Civil investiga o caso

A investigação ficou sob responsabilidade da Polícia Civil, que classificou a ocorrência como feminicídio.

Os investigadores realizam a coleta de depoimentos de testemunhas, analisam os vestígios encontrados no local e aguardam os resultados dos exames periciais para esclarecer todos os detalhes do episódio.

Além da arma apreendida, outros elementos reunidos durante a investigação deverão integrar o inquérito policial.

As autoridades também buscam identificar a motivação do crime e reconstruir toda a sequência dos acontecimentos.

Crime reforça debate sobre violência contra a mulher

O caso voltou a chamar atenção para os índices de violência contra a mulher no Brasil.

Especialistas destacam que episódios de violência doméstica e familiar continuam representando um dos principais desafios para os órgãos de segurança pública e para as políticas de proteção às mulheres.

Em municípios do interior, fatores como dificuldades de acesso aos serviços especializados, distância dos centros urbanos e menor disponibilidade de estruturas de acolhimento podem aumentar a vulnerabilidade das vítimas.

Por isso, autoridades reforçam a importância da denúncia precoce e da atuação conjunta entre instituições de segurança, assistência social e sistema de Justiça.

Redes de proteção são consideradas fundamentais

Profissionais que atuam no enfrentamento da violência de gênero ressaltam que familiares, amigos e vizinhos desempenham papel importante na identificação de situações de risco.

O fortalecimento das redes de apoio pode contribuir para interromper ciclos de violência antes que eles evoluam para situações mais graves.

Órgãos públicos também mantêm programas voltados ao acolhimento e à orientação de mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo atendimento especializado e medidas de proteção previstas na legislação.

Comunidade lamenta a morte da jovem

A morte de Eliza Maria causou forte comoção entre familiares, amigos e moradores da comunidade Lagoa do Ferreiro.

Conhecida por sua convivência próxima com os moradores da região, ela foi lembrada nas redes sociais por pessoas que manifestaram tristeza diante da tragédia e prestaram solidariedade à família.

Diversas mensagens também defenderam a responsabilização dos envolvidos e reforçaram a necessidade de ampliar as ações de combate à violência contra a mulher.

Investigação prossegue

A Polícia Civil continuará reunindo provas e ouvindo testemunhas para concluir o inquérito.

Após a finalização das investigações, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público, que analisará os elementos produzidos e decidirá sobre as medidas judiciais cabíveis.

Enquanto isso, o suspeito permanece à disposição da Justiça.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e reforça a importância da prevenção da violência doméstica, da atuação rápida dos órgãos de segurança e da conscientização da sociedade sobre a necessidade de denunciar qualquer forma de agressão contra mulheres.

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