Poze do Rodo e MC Ryan são presos em operação contra lavagem de dinheiro

Prisão de MCs em operação da Polícia Federal

Na manhã do dia 15 de abril de 2026, os cantores de funk MC Poze do Rodo e MC Ryan SP foram presos durante uma grande operação da Polícia Federal (PF) contra um esquema de lavagem de dinheiro. A ação faz parte da chamada Operação Narco Fluxo, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida em movimentações financeiras ilegais no Brasil e no exterior.

A operação mobilizou centenas de agentes e ocorreu simultaneamente em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e o Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão, indicando a dimensão e a complexidade da investigação.


Como funcionava o esquema criminoso

De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava diferentes estratégias para ocultar a origem de dinheiro obtido de forma ilegal. Entre os métodos identificados estão transações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e uso de criptomoedas para dificultar o rastreamento dos recursos.

A Polícia Federal aponta que o esquema movimentou mais de R$ 1,6 bilhão, o que evidencia a magnitude das atividades ilícitas. Esse dinheiro teria sido “lavado” para parecer de origem legal, prática comum em organizações criminosas que buscam inserir valores no sistema financeiro sem levantar suspeitas.

Além disso, os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas, que consiste no envio ilegal de recursos para o exterior.


Como ocorreram as prisões

As prisões dos artistas ocorreram em circunstâncias diferentes. MC Poze do Rodo foi detido em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro. Já MC Ryan SP foi preso durante uma festa na cidade de Bertioga, no litoral paulista.

Durante a operação, também foram apreendidos diversos bens, incluindo dinheiro em espécie, veículos, joias, documentos e equipamentos eletrônicos. Essas apreensões fazem parte da estratégia de interromper as atividades do grupo e preservar provas para o andamento das investigações.

Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e restrições financeiras dos envolvidos, com o objetivo de evitar a continuidade das operações ilegais e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.


O que dizem as defesas dos artistas

As defesas de ambos os cantores afirmaram que ainda não tiveram acesso completo aos autos do processo, que corre sob sigilo. Por isso, disseram não poder comentar detalhadamente as acusações neste momento.

No caso de MC Ryan SP, os advogados destacaram que todas as transações financeiras do artista seriam legais e devidamente comprovadas, além de estarem em conformidade com as obrigações fiscais. Já a defesa de MC Poze do Rodo afirmou que se manifestará na Justiça assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação.


Contexto e histórico dos envolvidos

MC Poze do Rodo, cujo nome verdadeiro é Marlon Brendon Coelho Couto, é um dos nomes mais conhecidos do funk carioca, tendo conquistado grande popularidade nos últimos anos. No entanto, o artista já esteve envolvido em outras investigações policiais anteriormente, o que aumenta a atenção sobre o caso atual.

MC Ryan SP, por sua vez, também é um artista de destaque no cenário do funk paulista, com grande alcance nas plataformas digitais e contratos com gravadoras importantes.

A presença de artistas e influenciadores digitais em esquemas investigados pela polícia levanta discussões sobre o uso da imagem pública e da influência nas redes sociais para movimentações financeiras suspeitas.


Impacto e próximos desdobramentos

A Operação Narco Fluxo demonstra a atuação da Polícia Federal no combate a crimes financeiros complexos, especialmente aqueles que envolvem novas tecnologias, como criptomoedas. O caso também chama atenção pelo envolvimento de figuras públicas, o que amplia a repercussão na mídia e nas redes sociais.

Nos próximos dias, os presos devem passar por audiências judiciais, nas quais serão analisadas as condições das prisões e eventuais pedidos de liberdade. As investigações continuam, e novas fases da operação não estão descartadas.

O desfecho do caso dependerá da análise das provas coletadas e da atuação da Justiça, que decidirá sobre a responsabilidade dos envolvidos. Enquanto isso, o episódio reforça o alerta sobre o uso de mecanismos sofisticados para lavagem de dinheiro e a necessidade de fiscalização constante por parte das autoridades.

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