A rotina da saúde pública de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, foi marcada por um momento de grande comoção na manhã desta segunda-feira (20). O médico Carlos Alberto Velasco, que integrava a equipe da rede municipal de saúde, foi encontrado sem vida dentro da residência onde morava, após sua ausência no trabalho despertar a preocupação de colegas. O caso mobilizou equipes de atendimento e autoridades responsáveis pela investigação, chamando a atenção da comunidade local. Conhecido por sua atuação profissional e pelo compromisso com os pacientes, o médico havia se mudado recentemente para o imóvel, onde vivia sozinho. A notícia repercutiu rapidamente entre moradores e profissionais da área da saúde, que lamentaram o ocorrido enquanto aguardam a conclusão das investigações sobre as circunstâncias da ocorrência.
De acordo com as informações iniciais divulgadas pela Polícia Civil, um colega de trabalho estranhou o fato de Carlos Alberto Velasco não comparecer ao serviço e decidiu verificar a situação. Ao chegar à residência, encontrou o médico já sem sinais vitais e acionou as autoridades competentes. A partir desse momento, equipes policiais e peritos iniciaram os procedimentos necessários para esclarecer o que havia acontecido. O trabalho técnico realizado no local buscou reunir elementos que permitissem compreender os fatos com precisão, preservando todas as evidências para a investigação.
As primeiras análises realizadas pela perícia indicam que o médico estaria executando um reparo no telhado da residência quando ocorreu um imprevisto. Conforme explicou o delegado Vinícius Iunes, a estrutura teria cedido durante a atividade, provocando uma queda de aproximadamente três metros de altura. A principal linha investigativa aponta para uma ocorrência de natureza acidental, embora todos os detalhes continuem sendo analisados pelas autoridades. O objetivo da investigação é confirmar, por meio dos laudos periciais e demais procedimentos legais, exatamente como os fatos aconteceram.
Outro aspecto que chamou a atenção dos investigadores é que Carlos Alberto Velasco havia se mudado para o imóvel há cerca de um mês. Segundo as informações repassadas pela Polícia Civil, ele residia sozinho na casa, circunstância que pode explicar o fato de a situação só ter sido percebida após sua ausência no ambiente de trabalho. O caso também reforça a importância da atenção entre colegas e familiares quando mudanças inesperadas na rotina de uma pessoa são identificadas, especialmente quando ela deixa de comparecer a compromissos habituais sem qualquer aviso.
Enquanto o inquérito segue em andamento, a comunidade de Xanxerê acompanha o caso com sentimento de pesar. Profissionais da saúde, pacientes e pessoas que conviveram com o médico manifestaram solidariedade diante da perda. A atuação de Carlos Alberto Velasco na rede municipal era reconhecida por aqueles que tiveram contato com seu trabalho, tornando a notícia ainda mais impactante para colegas e moradores da cidade. As autoridades destacam que, neste momento, todas as informações oficiais dependem da conclusão dos exames periciais, que deverão confirmar as circunstâncias da ocorrência.
A Polícia Civil informou que a investigação prossegue para concluir todos os procedimentos previstos em lei, embora os indícios reunidos até agora apontem para uma ocorrência acidental. Após a finalização dos laudos técnicos, o caso deverá ser oficialmente encerrado conforme as conclusões da perícia. Até lá, a recomendação é que apenas informações confirmadas pelos órgãos responsáveis sejam consideradas, evitando especulações. A morte do médico deixa uma lacuna entre os profissionais da saúde de Xanxerê e desperta reflexões sobre os cuidados necessários durante a realização de reparos domésticos, mesmo em atividades consideradas rotineiras.
