Lula liga para Motta e agradece aprovação da PEC do fim da escala 6×1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta quinta-feira (28) para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para agradecer pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. A conversa ocorreu um dia após a Câmara aprovar o texto considerado uma das principais pautas trabalhistas do governo federal em 2026. (CNN Brasil)
Inicialmente, a expectativa era de que Lula e Motta se encontrassem pessoalmente no Palácio do Planalto. No entanto, conflitos de agenda impediram a reunião presencial, e o contato acabou acontecendo por telefone. (CNN Brasil)
Durante a ligação, Lula destacou a importância do diálogo entre o Executivo e o Congresso Nacional para viabilizar a aprovação de pautas consideradas prioritárias pelo governo. Segundo interlocutores, o presidente também ressaltou que os acordos firmados previamente entre o Planalto e a Câmara foram integralmente cumpridos. (CNN Brasil)
Aprovação foi considerada vitória política do governo
A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 foi comemorada por integrantes do governo como uma das maiores vitórias políticas de Lula neste mandato. A proposta reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e garante dois dias consecutivos de descanso aos trabalhadores. (Folha de S.Paulo)
Nos bastidores, ministros e aliados do presidente avaliam que a articulação política conduzida junto à Câmara foi decisiva para o avanço da proposta. O presidente Hugo Motta teve participação direta nas negociações e foi apontado por governistas como peça central para a construção do acordo entre diferentes partidos. (JOTA Jornalismo)
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Lula conversou pessoalmente com parlamentares do PT e da base aliada para assegurar apoio ao texto final aprovado na Câmara. (Tribuna do Sertão)
Governo aceitou período de transição
Um dos pontos mais debatidos durante a tramitação da PEC foi o período de transição para a redução da jornada de trabalho. Para evitar resistência maior do setor empresarial, o governo aceitou um modelo gradual de implementação.
O acordo prevê inicialmente a redução da carga semanal para 42 horas em 2026, chegando posteriormente às 40 horas em 2027, sem redução salarial para os trabalhadores. (Folha de S.Paulo)
Além disso, o direito aos dois dias consecutivos de descanso deverá começar a valer poucos meses após a promulgação da PEC, caso o texto também seja aprovado pelo Senado Federal. (Folha de S.Paulo)
Aliados do governo afirmam que o modelo foi construído para reduzir impactos econômicos e facilitar adaptação de empresas e setores produtivos.
Lula já vinha defendendo fim da escala 6×1
Nos últimos meses, Lula intensificou publicamente a defesa do fim da escala 6×1 em diferentes discursos pelo país. Durante evento realizado em Manaus nesta semana, o presidente afirmou que a mudança representa melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. (Agência Brasil)
Na ocasião, Lula declarou que trabalhadores passarão a ter mais tempo de descanso e convivência familiar. O presidente também destacou o impacto da medida sobre mulheres, que frequentemente acumulam jornadas domésticas após o expediente profissional. (Agência Brasil)
A proposta vinha sendo tratada internamente pelo Planalto como uma das bandeiras sociais mais importantes do atual governo.
Hugo Motta ganhou protagonismo
A atuação de Hugo Motta no avanço da PEC ampliou ainda mais o protagonismo político do presidente da Câmara dos Deputados. Desde o início das negociações, Motta buscou construir consenso entre partidos de centro, esquerda e parte da oposição para garantir maioria favorável à proposta. (JOTA Jornalismo)
Mesmo enfrentando resistência de setores empresariais e parlamentares liberais, o presidente da Câmara conseguiu acelerar a tramitação da matéria e levar o texto ao plenário em tempo considerado recorde. (PlatôBR)
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a boa relação institucional construída entre Lula e Motta foi fundamental para destravar votações importantes no Congresso ao longo dos últimos meses.
Oposição tenta reagir no Senado
Apesar da aprovação na Câmara, a proposta ainda precisará passar pelo Senado Federal. A oposição já começou a articular uma reação por meio de um texto alternativo apresentado pelo senador Rogério Marinho e outros parlamentares conservadores. (CNN Brasil)
A PEC alternativa propõe maior flexibilização da jornada de trabalho, permitindo acordos individuais entre patrões e empregados baseados em horas trabalhadas.
Mesmo assim, integrantes do governo acreditam que a aprovação na Câmara aumentou significativamente a pressão popular sobre os senadores.
Tema domina cenário político
O debate sobre o fim da escala 6×1 passou a dominar o cenário político nacional nesta semana. Sindicatos, empresários, parlamentares e especialistas em relações trabalhistas seguem discutindo os possíveis impactos econômicos e sociais da proposta.
Defensores da PEC afirmam que a medida aproxima o Brasil de modelos adotados em países desenvolvidos e melhora a saúde física e mental dos trabalhadores. Já críticos argumentam que a mudança pode elevar custos operacionais para empresas e reduzir competitividade em alguns setores. (JOTA Jornalismo)
Enquanto isso, Lula tenta capitalizar politicamente a aprovação da proposta e fortalecer a imagem do governo junto à classe trabalhadora.
Senado deverá ser próximo palco da disputa
Com a aprovação na Câmara consolidada, a atenção agora se volta ao Senado Federal, onde a tramitação promete ser intensa nas próximas semanas. O governo trabalha para acelerar a votação ainda no primeiro semestre, enquanto a oposição tenta ampliar resistência ao texto. (CNN Brasil)
A ligação de Lula para Hugo Motta foi interpretada por aliados como um gesto de reconhecimento pela articulação política construída na Câmara e também como sinal de que o Planalto pretende manter proximidade com o Congresso para aprovar novas pautas prioritárias.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a aprovação definitiva do fim da escala 6×1 poderá se transformar em uma das principais marcas políticas do quarto mandato de Lula.
