Haddad reage a Datafolha com Tarcísio à frente: “Meio esquisito”

Claro. Abaixo está a notícia reescrita em formato jornalístico, com aproximadamente 700 palavras e subtítulos, preservando os principais fatos e informações do texto original.

Haddad questiona pesquisa Datafolha e afirma ter levantamentos internos com cenário diferente em SP

Datafolha aponta liderança de Tarcísio

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, contestou os números da mais recente pesquisa Datafolha sobre a corrida ao Palácio dos Bandeirantes. Divulgado neste sábado (22), o levantamento mostra o atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na liderança, com 45% das intenções de voto. Haddad aparece em segundo lugar, com 27%.

Os números representam uma vantagem de 18 pontos percentuais para Tarcísio sobre o petista na disputa pelo primeiro turno. A pesquisa foi realizada com 1.610 eleitores distribuídos por 65 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Haddad considera resultado “meio esquisito”

Durante um evento realizado na Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista, Haddad afirmou que considera os números apresentados pelo instituto “meio esquisito”. O candidato declarou que possui pesquisas internas realizadas por sua campanha que indicariam um cenário diferente daquele apontado publicamente pelo Datafolha.

Segundo Haddad, seriam dois levantamentos internos cujos resultados estariam distantes dos números divulgados pelo instituto, inclusive em uma diferença que, de acordo com sua avaliação, ultrapassaria a margem de erro.

Apesar das críticas, o candidato afirmou respeitar o trabalho dos institutos de pesquisa. Ele também chamou atenção para os candidatos que aparecem nas posições seguintes no levantamento e afirmou não conhecer alguns dos nomes citados.

As pesquisas internas mencionadas por Haddad, entretanto, não foram apresentadas publicamente. Dessa forma, não é possível fazer uma comparação independente entre esses levantamentos e a pesquisa Datafolha, já que não foram divulgadas informações suficientes sobre amostra, metodologia, período de entrevistas e demais critérios técnicos.

Outros candidatos aparecem na pesquisa

Além de Tarcísio e Haddad, o levantamento apresenta outros candidatos na disputa pelo governo paulista. Vera Lúcia, do PSTU, aparece com 4% das intenções de voto. Carlos Machado, do PCB, e Policial Edjane, do Agir, registram 3% cada.

Vivian Mendes, da UP, tem 2%, enquanto Izadora Dias, do PCO, aparece com 1%. O percentual de eleitores que declararam intenção de votar em branco ou nulo chega a 11%. Outros 4% afirmaram ainda não saber em quem votar.

O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026.

Cenário de segundo turno também favorece Tarcísio

O Datafolha também avaliou uma eventual disputa de segundo turno entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad. Nesse cenário, o governador aparece novamente à frente, com 54% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 35%.

Apesar da vantagem indicada pelo levantamento, os números não representam uma previsão definitiva do resultado eleitoral. Pesquisas de intenção de voto refletem o cenário encontrado entre os entrevistados durante o período em que as entrevistas foram realizadas.

A campanha, os debates, a propaganda eleitoral, a exposição dos candidatos e acontecimentos políticos podem alterar as preferências do eleitorado ao longo das semanas que antecedem a votação.

Diferenças entre pesquisas exigem análise dos métodos

A divergência apontada por Haddad também coloca em evidência as diferenças que podem existir entre pesquisas eleitorais. Resultados distintos podem ocorrer em razão do período de coleta, metodologia, composição da amostra, distribuição geográfica dos entrevistados e formulação das perguntas.

Por isso, uma comparação adequada exige que os diferentes levantamentos apresentem seus dados e critérios metodológicos de maneira transparente. Sem essas informações, não é possível determinar se os números internos citados por Haddad retratam um cenário mais próximo ou mais distante da realidade eleitoral.

Educação é foco das propostas de Haddad

A declaração sobre a pesquisa ocorreu durante o lançamento das propostas de Haddad para a área da Educação. O evento contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Entre as medidas anunciadas estão novos concursos públicos para professores, mudanças na carreira docente e uma revisão do modelo de utilização de plataformas digitais na rede estadual de ensino.

Haddad também afirmou que, caso seja eleito, não pretende ampliar o programa de escolas cívico-militares. Segundo o candidato, entretanto, as unidades que desejarem permanecer nesse formato poderão continuar adotando o modelo.

O programa apresentado prevê ainda a ampliação do ensino em tempo integral, o fortalecimento das escolas técnicas estaduais e investimentos em iniciativas relacionadas à educação e à pesquisa.

Campanha deve acompanhar próximos levantamentos

A pesquisa Datafolha passa a integrar o cenário eleitoral paulista em uma fase de intensificação das campanhas. Embora os números publicados indiquem vantagem de Tarcísio sobre Haddad, ainda haverá novas pesquisas capazes de mostrar se essa diferença permanece, aumenta ou diminui.

A existência de levantamentos internos citados pelo candidato petista não confirma nem invalida os dados do Datafolha, especialmente porque os resultados e critérios dessas pesquisas não foram divulgados.

Assim, o cenário eleitoral continuará sendo acompanhado por meio de novos levantamentos registrados e divulgados publicamente. Até a votação, mudanças na preferência dos eleitores ainda podem ocorrer, fazendo com que os atuais percentuais sejam entendidos como um retrato momentâneo da disputa, e não como uma definição antecipada do resultado das urnas.

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