A morte de Matheus Augusto Ramalhão Azevedo, irmão mais novo do senador Cleitinho Azevedo, causou grande comoção em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e repercutiu entre autoridades e pessoas que acompanharam a trajetória da família. Matheus tinha 30 anos e morreu no sábado, 18 de julho, após enfrentar novamente uma doença que já fazia parte de sua história havia quase duas décadas. Segundo informações divulgadas pela família, o falecimento ocorreu em decorrência de complicações relacionadas à leucemia, que havia retornado após um longo período desde o primeiro diagnóstico. A notícia foi recebida com mensagens de solidariedade e homenagens, principalmente nas redes sociais, onde familiares e amigos compartilharam lembranças e palavras de carinho.
A história de Matheus com a doença começou muitos anos antes, quando ele ainda era adolescente. Durante o primeiro tratamento, Cleitinho teve papel importante na recuperação do irmão ao ser identificado como doador compatível de medula óssea e realizar a doação necessária para o transplante. O procedimento permitiu que Matheus tivesse uma nova oportunidade e pudesse seguir sua vida por muitos anos. O vínculo entre os irmãos ganhou ainda mais significado diante da possibilidade de um novo enfrentamento da doença, já que a leucemia voltou recentemente. Nos últimos meses, a família passou novamente por um período de expectativa, acompanhamento médico e busca por alternativas de tratamento, enquanto familiares utilizavam as redes sociais para pedir apoio e mensagens de esperança.
Com o retorno da leucemia, Matheus precisou novamente de cuidados especializados e aguardava a realização de um transplante de medula óssea. Em julho, outro integrante da família, Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho e ex-prefeito de Divinópolis, participou do processo de coleta de células da medula para o tratamento. A mobilização familiar demonstrou a dimensão do esforço realizado para encontrar uma alternativa diante do novo quadro de saúde. Mesmo com o acompanhamento médico e os procedimentos adotados, a condição clínica apresentou complicações associadas à doença. Pouco antes da confirmação da morte, familiares e amigos haviam iniciado uma corrente de orações pelas redes sociais, demonstrando a esperança de que Matheus pudesse superar mais uma etapa do tratamento.
Matheus mantinha uma vida mais reservada e não seguiu o caminho político dos irmãos. Além de Cleitinho, senador por Minas Gerais, a família também tem o deputado estadual Eduardo Azevedo e Gleidson Azevedo, que exerceu o cargo de prefeito de Divinópolis. Apesar de pertencer a uma família conhecida na política mineira, Matheus permaneceu distante dos holofotes e era lembrado principalmente pelo relacionamento com familiares e amigos. A notícia de sua morte, por isso, ganhou um tom especialmente pessoal para aqueles que acompanharam de perto sua trajetória. A Prefeitura de Divinópolis decretou luto oficial de três dias, em uma demonstração de solidariedade à família e de reconhecimento diante da repercussão causada pela perda na comunidade local.
Após a confirmação da morte, diversas autoridades manifestaram pesar e enviaram mensagens de apoio aos familiares. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também publicou uma manifestação de solidariedade ao senador Cleitinho e aos demais irmãos de Matheus. O episódio teve impacto direto na rotina do parlamentar, que passou a viver um período de luto e precisou conciliar a vida pública com o momento delicado enfrentado pela família. Dias depois, Cleitinho chegou a justificar sua ausência em compromissos políticos justamente em razão da perda do irmão. A situação também repercutiu no cenário eleitoral de Minas Gerais, já que o senador estava envolvido nas discussões sobre uma possível candidatura ao governo estadual.
A trajetória de Matheus também trouxe novamente atenção para a importância da doação de medula óssea e para a necessidade de ampliar o número de pessoas cadastradas como possíveis doadoras. A compatibilidade entre pacientes e voluntários é um dos fatores fundamentais para que determinados tratamentos possam ser realizados, embora cada caso dependa de avaliação médica e das condições específicas de cada paciente. Para a família Azevedo, a história de Matheus ficará marcada não apenas pelo período de tratamento, mas também pela união demonstrada ao longo dos anos. O irmão que recebeu uma doação de medula de Cleitinho no passado voltou a contar com a mobilização dos familiares quando a doença retornou. Aos 30 anos, sua morte encerrou uma trajetória marcada por desafios e pela proximidade com aqueles que estiveram ao seu lado durante todo o caminho.
