Quem era Eliana Moreno, jornalista que morreu em queda de helicóptero nos EUA

Jornalista Eliana Moreno morre em acidente de helicóptero durante cobertura em Los Angeles

A jornalista e fotojornalista aérea Eliana Moreno, de 38 anos, está entre as três pessoas que morreram na queda de um helicóptero ocorrida em Chatsworth, no norte de Los Angeles, nos Estados Unidos. O acidente aconteceu na noite de 15 de setembro de 2026, enquanto a aeronave era utilizada para realizar uma cobertura jornalística na região.

Moreno fazia parte da equipe da Angel City Air e trabalhava em operações de imagens aéreas para emissoras como NBC Los Angeles e Telemundo 52. Ao longo de mais de 15 anos de carreira, tornou-se uma profissional conhecida pelas transmissões realizadas a partir de helicópteros durante ocorrências de grande interesse público.

Helicóptero caiu durante cobertura jornalística

O helicóptero, identificado como NewsChopper4, estava no ar para acompanhar as consequências de um acidente envolvendo um ônibus da rede de transporte público de Los Angeles e um veículo SUV. Outras equipes de televisão também acompanhavam a ocorrência a partir do céu.

Pouco antes das 19h, no horário local, a aeronave caiu em uma área comercial da região de Chatsworth. O impacto ocorreu entre edifícios comerciais e provocou um incêndio, além de atingir veículos e estruturas que estavam próximas ao local.

Eliana Moreno e o piloto George Marciniw estavam a bordo e morreram na queda. Uma terceira pessoa, identificada posteriormente como Edy Gutierrez Mejia, de 29 anos, também perdeu a vida após ser atingida no solo. Outras duas pessoas precisaram ser levadas para atendimento médico.

Carreira dedicada às coberturas aéreas

Nascida no condado de Orange, na Califórnia, Eliana Moreno construiu sua trajetória profissional no jornalismo televisivo. Ela se formou em jornalismo de radiodifusão e ciência política pela Chapman University, em 2010.

No mesmo ano, ingressou na Angel City Air, empresa responsável por serviços de produção e imagens aéreas. A partir daí, passou a atuar em uma área especializada do jornalismo, acompanhando acontecimentos diretamente do céu e fornecendo imagens utilizadas pelas emissoras durante transmissões ao vivo.

Seu trabalho incluía coberturas de perseguições policiais, incêndios, acidentes de trânsito, eventos públicos e outras ocorrências que exigiam uma visão ampla e imediata dos acontecimentos.

Voz conhecida pelos telespectadores

Durante anos, Moreno foi uma das profissionais responsáveis por fornecer informações e imagens aéreas para os telespectadores do sul da Califórnia. Sua atuação estava especialmente associada às coberturas da NBC Los Angeles e da Telemundo 52.

A função exigia coordenação constante entre jornalista, piloto e equipes que permaneciam em terra. Em situações de emergência, as imagens produzidas pelos helicópteros permitem que as emissoras acompanhem de maneira mais ampla os locais atingidos e transmitam ao público informações em tempo real.

Colegas destacaram a experiência acumulada por Moreno ao longo dos anos e a familiaridade que ela havia desenvolvido com esse tipo de cobertura.

Piloto também morreu na queda

O piloto George Marciniw também estava entre as vítimas. Ele havia crescido no sul da Califórnia e era profissional experiente na aviação.

Moreno e Marciniw trabalhavam juntos desde 2023. A dupla participou de diversas coberturas aéreas realizadas na região de Los Angeles antes do acidente.

A morte dos dois provocou manifestações de pesar entre jornalistas, profissionais da televisão e pessoas ligadas à aviação. Homenagens também foram deixadas nos estúdios das emissoras e no aeroporto de Whiteman, onde o helicóptero utilizado nas operações tinha sua base.

Investigação busca determinar causa

As circunstâncias que provocaram a queda ainda são investigadas pelas autoridades norte-americanas. O National Transportation Safety Board (NTSB) iniciou a apuração e passou a analisar o local do acidente, os destroços e as circunstâncias do voo.

Imagens registradas durante a própria cobertura jornalística podem ter papel importante na investigação. O NTSB informou que vídeos e áudios captados momentos antes da queda poderão ajudar os investigadores a reconstruir o que ocorreu durante o voo.

Também deverão ser analisados registros de manutenção, condições meteorológicas, treinamento do piloto e outros elementos relacionados à operação da aeronave.

Relatos de testemunhas indicaram que o helicóptero teria apresentado movimentos anormais antes de perder altitude. No entanto, essas descrições não representam uma conclusão oficial sobre a causa do acidente.

Comunidade presta homenagens às vítimas

A tragédia provocou comoção em Chatsworth e entre profissionais de comunicação de Los Angeles. Flores, balões e outras homenagens foram colocados próximos às instalações das emissoras e no local de operação da aeronave.

A morte de Eliana Moreno também chamou atenção para os riscos enfrentados por profissionais que trabalham em coberturas aéreas. A atividade permite registrar acontecimentos de grande relevância para o público, mas envolve operações complexas e exige integração permanente entre jornalistas, pilotos e equipes técnicas.

Família relembra trajetória de Eliana

Familiares de Moreno destacaram a trajetória profissional construída pela jornalista e o sonho que ela tinha desde jovem de trabalhar na televisão. A carreira iniciada em 2010 levou a profissional a diferentes coberturas e fez com que sua voz se tornasse conhecida entre os telespectadores da região.

Enquanto familiares, amigos e colegas prestam homenagens às vítimas, a investigação continua buscando esclarecer o que aconteceu nos últimos momentos do voo.

Até que o trabalho das autoridades seja concluído, não há uma causa oficial estabelecida para a queda. O NTSB deverá reunir informações técnicas, registros e depoimentos para reconstruir a sequência dos acontecimentos e determinar os fatores que contribuíram para o acidente.

A morte de Eliana Moreno deixa uma lacuna entre os profissionais que atuam nas coberturas jornalísticas aéreas de Los Angeles. Sua trajetória ficou marcada por anos dedicados a registrar, do alto, acontecimentos que mobilizavam a região e eram acompanhados diariamente pelo público.

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