Pesquisa mostra divisão na avaliação do governo Lula às vésperas das eleições de 2026
Aprovação fica abaixo da desaprovação
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um cenário de divisão entre os eleitores brasileiros, segundo levantamento divulgado pelo Poder360. A pesquisa Futura/100% Cidades apontou que 45,4% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente, enquanto 51,2% afirmam desaprová-lo. Outros 3,4% não souberam responder ou não responderam.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre os dias 4 e 10 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Os números mostram uma diferença de 5,8 pontos percentuais entre aprovação e desaprovação. O resultado ocorre em um momento de intensa movimentação política e de aproximação das eleições de 2026, período em que os índices de avaliação dos governos passam a receber maior atenção de partidos, candidatos e eleitores.
Avaliação do desempenho presidencial
Além de perguntar se os entrevistados aprovam ou desaprovam o trabalho de Lula, a pesquisa também avaliou como os brasileiros classificam a administração federal.
De acordo com o levantamento, 36,4% consideram o trabalho do presidente ótimo ou bom. Outros 17,1% classificam a atuação como regular, enquanto 45% avaliam o governo como ruim ou péssimo. Uma parcela de 1,5% não soube responder ou preferiu não informar sua opinião.
Os dados revelam uma diferença entre a simples aprovação ou desaprovação e a classificação qualitativa da administração. Embora 45,4% afirmem aprovar o trabalho presidencial, 45% também classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 36,4% fazem uma avaliação positiva.
Cenário político ganha importância
A pesquisa foi realizada em um período no qual a disputa eleitoral de 2026 já ocupa espaço significativo no debate público. Nesse contexto, a percepção sobre o desempenho do governo pode fazer parte das discussões entre grupos políticos que defendem a continuidade da atual administração e aqueles que apresentam alternativas ao eleitorado.
Os índices também servem como referência para acompanhar as mudanças na opinião pública ao longo dos próximos meses. A avaliação de um governo pode sofrer alterações conforme novos acontecimentos políticos, econômicos e sociais ocorram.
Por isso, o resultado de uma pesquisa representa o cenário observado no período em que as entrevistas foram realizadas e não determina, isoladamente, o comportamento futuro dos eleitores.
Números variam entre pesquisas
Outros levantamentos realizados em setembro também registraram níveis diferentes de aprovação e desaprovação do governo Lula.
Uma pesquisa AtlasIntel divulgada em 17 de setembro, por exemplo, ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro e apontou 45,4% de aprovação e 53,6% de desaprovação. A margem de erro foi de 1 ponto percentual.
Já uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em 14 de setembro indicou 43% de aprovação e 50% de desaprovação, com 7% dos entrevistados sem resposta ou que não souberam responder. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
As diferenças entre os levantamentos podem estar relacionadas às datas de realização, às metodologias utilizadas, ao tamanho das amostras e às perguntas apresentadas aos entrevistados.
Desaprovação representa desafio para o governo
O percentual de 51,2% de desaprovação registrado pela pesquisa Futura/100% Cidades mostra que mais da metade dos entrevistados declarou não aprovar o trabalho do presidente no período analisado.
Esse resultado coloca a avaliação do governo como um dos indicadores relevantes do ambiente político nacional. Para a administração federal, os números representam um cenário em que a aprovação ainda reúne uma parcela expressiva do eleitorado, mas permanece abaixo da desaprovação.
A evolução desses índices deverá ser acompanhada nos próximos levantamentos, especialmente porque mudanças na percepção da população podem ocorrer até o período eleitoral.
Eleições de 2026 entram no horizonte
Com a aproximação das eleições, a avaliação do governo tende a permanecer entre os temas observados por partidos e candidaturas. Os números podem ser utilizados para identificar percepções sobre a administração e os assuntos que mais influenciam o debate público.
Ao mesmo tempo, os dados não permitem determinar o resultado de uma eleição futura. Intenções de voto, avaliação de governo, rejeição e outros indicadores são medidas diferentes e podem apresentar comportamentos distintos ao longo de uma campanha.
O cenário também pode mudar diante de fatores como desempenho econômico, decisões do governo, acontecimentos nacionais e desempenho dos próprios candidatos.
Pesquisa retrata momento específico
Os 45,4% de aprovação e 51,2% de desaprovação registrados pelo levantamento representam, portanto, um retrato da opinião dos entrevistados no período de 4 a 10 de setembro.
A diferença entre os índices chama atenção pelo contexto eleitoral, mas novas pesquisas poderão apresentar números diferentes conforme o cenário político evolua.
Para Lula e seus aliados, os dados mostram uma avaliação dividida da administração federal. Para os demais grupos políticos, os números representam mais um indicador a ser acompanhado durante a formação do cenário eleitoral de 2026.
Até a eleição, entretanto, a opinião pública ainda poderá passar por mudanças, e os próximos levantamentos deverão mostrar se os atuais níveis de aprovação e desaprovação permanecem próximos dos registrados nesta pesquisa.
