Flávio Bolsonaro encosta em Lula e ganha força nos maiores colégios eleitorais do Brasil
A corrida presidencial de 2026 ganhou novos contornos nas últimas semanas, com Flávio Bolsonaro, candidato do PL, apresentando resultados mais competitivos em regiões consideradas estratégicas para a eleição. O desempenho chama atenção especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país.
Juntos, os estados concentram uma parcela expressiva do eleitorado brasileiro e costumam exercer influência importante sobre o resultado nacional. Os levantamentos mais recentes apontam para uma disputa equilibrada em diferentes recortes, indicando que a distância entre os principais candidatos ainda pode mudar ao longo da campanha.
São Paulo vira território estratégico
Com o maior eleitorado do Brasil, São Paulo ocupa posição central na estratégia de qualquer candidatura presidencial. Flávio Bolsonaro vem buscando ampliar sua presença no estado e melhorar seu desempenho diante de um eleitorado marcado por diferentes perfis políticos e sociais.
O avanço em São Paulo também possui importância simbólica para a campanha. O sobrenome Bolsonaro mantém forte presença entre determinados segmentos do eleitorado, mas uma candidatura competitiva nacionalmente exige ampliar essa base para além das regiões tradicionalmente associadas ao bolsonarismo.
A capacidade de conquistar eleitores que ainda não possuem voto definido poderá ser decisiva na evolução da disputa.
Minas Gerais mantém disputa acirrada
Em Minas Gerais, o cenário também desperta atenção. O estado historicamente é acompanhado de perto nas eleições presidenciais devido à diversidade política de suas regiões e ao peso de seu eleitorado.
Os números mais recentes apontam proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro, sem uma vantagem confortável para nenhum dos dois. Em uma disputa desse tipo, pequenas mudanças na preferência do eleitor podem alterar significativamente o resultado de um novo levantamento.
Por isso, a campanha tende a concentrar esforços em agendas no estado, alianças políticas e estratégias de comunicação destinadas a conquistar eleitores que ainda podem mudar de posição.
Rio reforça base da família Bolsonaro
O Rio de Janeiro representa um cenário diferente. O estado é a principal base política da família Bolsonaro e foi fundamental para a construção da trajetória eleitoral do grupo.
Flávio parte de uma posição conhecida entre os eleitores fluminenses, mas transformar essa força regional em uma candidatura nacional é um desafio maior. Para avançar na corrida presidencial, o senador precisa preservar sua vantagem em áreas onde o sobrenome Bolsonaro possui forte identificação e, ao mesmo tempo, ampliar sua presença em outros estados.
A comparação com Jair Bolsonaro aparece justamente nesse contexto. Flávio tenta transformar parte do capital político construído pelo pai em uma candidatura própria, com alcance nacional.
Pesquisas mostram Lula e Flávio próximos
Os levantamentos nacionais divulgados em setembro reforçam a percepção de uma disputa competitiva. Pesquisa Datafolha, realizada entre 8 e 10 de setembro, apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu com 35%.
Na simulação de segundo turno entre os dois, Lula registrou 46%, contra 44% de Flávio. A diferença ficou dentro de uma faixa considerada de empate técnico conforme a margem de erro da pesquisa.
Outro levantamento, realizado pela Quaest e divulgado no início de setembro, apresentou um cenário ainda mais equilibrado. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, os dois apareceram com 41%.
Os números não representam uma previsão do resultado da eleição, mas mostram o grau de competitividade registrado neste momento. Até outubro de 2026, mudanças no cenário político, alianças, debates, campanha eleitoral e comportamento dos eleitores ainda podem alterar significativamente as intenções de voto.
A evolução de Flávio Bolsonaro nos maiores colégios eleitorais, portanto, passa a ser um dos pontos de atenção da corrida presidencial. Se conseguir manter desempenho competitivo em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e ampliar sua votação em outras regiões, o candidato poderá consolidar uma candidatura nacional mais forte.
Do outro lado, Lula terá o desafio de preservar sua liderança e impedir que a distância diminua ainda mais. Com os dois nomes próximos em diferentes cenários, a disputa presidencial de 2026 promete permanecer aberta e sujeita a novas mudanças até a votação.
