Pesquisa aponta 42% de avaliação negativa para o governo Lula
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece em um cenário de atenção, segundo a 10ª rodada da pesquisa Nexus realizada para o BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento mostra que 42% dos entrevistados classificam a administração federal como ruim ou péssima, enquanto 34% avaliam o governo como ótimo ou bom.
A diferença entre os dois grupos é de oito pontos percentuais, com a avaliação negativa acima da positiva. Os dados também indicam que uma parcela significativa dos entrevistados permanece no campo intermediário: 23% consideram o governo regular.
Distribuição das avaliações
Quando as respostas são separadas pelas cinco categorias utilizadas pela pesquisa, 16% dos entrevistados classificam o governo como ótimo e 18% como bom. Juntas, essas duas avaliações positivas representam os 34% de aprovação registrados no levantamento.
Na faixa intermediária, 23% escolheram a opção regular. Entre as avaliações negativas, 8% consideram a administração ruim, enquanto 34% classificam o governo como péssimo.
A distribuição mostra que a avaliação péssima, isoladamente, representa uma parcela expressiva da população consultada e supera o percentual daqueles que consideram a gestão ótima.
Avaliação negativa permanece acima de 40%
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a evolução da percepção sobre o governo ao longo da série histórica.
A pesquisa Nexus para o BTG Pactual iniciou esse acompanhamento em 30 de março de 2026. De acordo com os dados divulgados nesta rodada, a soma das avaliações ruim e péssima permaneceu acima de 40% desde o início da série.
O resultado de agosto, portanto, está inserido em uma sequência de levantamentos na qual a percepção negativa se manteve em patamar elevado. A comparação entre diferentes rodadas permite acompanhar a evolução da opinião dos entrevistados ao longo dos meses.
Parcela que considera o governo regular
Os 23% que classificaram a administração como regular representam um grupo relevante dentro do levantamento.
Essa parcela não está incluída nem entre os entrevistados que avaliam positivamente o governo nem entre aqueles que apresentam uma percepção negativa. O percentual indica que quase um quarto dos participantes escolheu uma posição intermediária na avaliação da administração federal.
A presença desse grupo também demonstra que a percepção sobre o governo não está totalmente concentrada nos extremos da escala utilizada pela pesquisa.
Cenário político no início da campanha
Os números foram divulgados em um momento de intensa movimentação política, marcado pelo início oficial da campanha eleitoral de 2026.
Lula disputa a reeleição e iniciou sua campanha em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, enquanto outros candidatos passaram a intensificar suas agendas eleitorais em diferentes regiões do país.
Nesse contexto, pesquisas de avaliação do governo passam a integrar o cenário de informações utilizado por partidos, candidatos e analistas para acompanhar a percepção do eleitorado.
Os dados, entretanto, representam especificamente o resultado obtido entre os participantes do levantamento e não constituem, isoladamente, uma previsão do resultado eleitoral.
Pesquisa está registrada no TSE
A pesquisa divulgada em 17 de agosto de 2026 está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.
O levantamento faz parte da série Nexus realizada para o BTG Pactual e teve responsabilidade estatística de Neale El-Dash, registrado no Conselho Regional de Estatística (CONRE) sob o número 8656-A.
Essas informações integram os dados técnicos utilizados para identificar formalmente o levantamento e seu responsável estatístico.
Resultado mantém pressão sobre o governo
Com 42% de avaliações ruim ou péssima, contra 34% de ótimo ou bom, a pesquisa apresenta uma diferença de oito pontos percentuais entre as percepções negativas e positivas.
Ao mesmo tempo, os 23% de avaliação regular mostram que uma parcela relevante dos entrevistados permanece fora dos dois extremos.
O resultado de agosto acrescenta mais um ponto à série histórica iniciada em março e permite acompanhar a evolução da percepção dos brasileiros sobre a administração federal ao longo do período eleitoral.
As próximas rodadas da pesquisa deverão indicar se esse quadro permanece estável ou se haverá mudanças na avaliação do governo conforme a campanha presidencial avance.
