Genitor é preso no Dia dos Pais por crime contra as filhas

 

Homem é preso após confessar morte das duas filhas em São Paulo

Tragédia aconteceu no Dia dos Pais

O domingo de Dia dos Pais terminou marcado por uma tragédia na cidade de São Paulo. Na manhã de 9 de agosto de 2026, um homem de 24 anos se apresentou voluntariamente a uma delegacia da zona sul da capital e confessou ter causado a morte das próprias filhas, de 3 e 5 anos.

O caso aconteceu no bairro Jardim Guanabara, nas proximidades do terminal Varginha, e provocou comoção entre familiares, moradores da região e autoridades. O homem, identificado como Breno de Souza Castro, morador da Vila Prudente, foi preso em flagrante e passou a responder pela morte das crianças e por acusações relacionadas à violência doméstica.

Após se apresentar à polícia, o suspeito indicou o local onde havia deixado o veículo utilizado para transportar as meninas.

Corpos foram encontrados dentro de carro

Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Breno chegou ao 48º Distrito Policial, em Cidade Dutra, por volta das 6h.

Durante o atendimento, ele informou aos policiais o endereço onde o automóvel estava estacionado e reconheceu a autoria do crime. As equipes se deslocaram até o local indicado e encontraram as duas crianças sem vida no interior do veículo.

O carro estava estacionado na Rua Luiz Supertti. Imagens de câmeras de segurança registraram a presença do automóvel desde a noite anterior.

A ocorrência foi encaminhada para o 101º Distrito Policial, no Jardim das Imbuias, responsável pelo registro do caso e pelo prosseguimento das investigações.

O Instituto Médico Legal e o Instituto de Criminalística foram acionados para realizar os exames necessários e auxiliar na determinação das circunstâncias da morte.

Mãe relatou histórico de ameaças

A mãe das crianças prestou depoimento às autoridades e relatou que havia terminado o relacionamento com Breno em março deste ano.

Segundo o relato, a separação ocorreu depois de aproximadamente oito anos de relacionamento. A mulher afirmou que, após o fim da união, passou a enfrentar situações de ameaça e perseguição por parte do ex-companheiro.

No sábado (8), as duas meninas foram entregues à família paterna para um passeio. A expectativa era de que retornassem para casa no final do dia.

Entretanto, horas depois, a mãe teria começado a receber mensagens e ligações com conteúdo considerado ameaçador.

Familiares do suspeito também relataram que ele teria afirmado, durante conversas telefônicas, que ninguém mais veria as crianças.

Polícia investiga possível motivação

As informações preliminares registradas pelas autoridades apontam que o crime pode ter sido motivado por ciúmes relacionados à ex-companheira.

Apesar disso, a motivação ainda deverá ser esclarecida durante o avanço das investigações. A Polícia Civil deverá analisar depoimentos, imagens de câmeras de segurança, registros de comunicação e demais elementos capazes de reconstruir a sequência dos acontecimentos.

Também será investigado se outras pessoas tiveram algum tipo de participação no episódio ou se o suspeito teria planejado outras ações.

Os exames periciais deverão desempenhar papel importante na apuração. A causa preliminar da morte foi apontada como asfixia, mas os resultados dos exames realizados pelos órgãos técnicos serão utilizados para confirmar as circunstâncias.

Família passou a noite em busca das meninas

A notícia provocou forte impacto entre os familiares das crianças.

Durante a noite de sábado, enquanto as meninas não retornavam para casa, familiares da mãe permaneceram em vigília e acompanharam as buscas por informações.

A confirmação da morte, na manhã seguinte, provocou comoção entre parentes e pessoas próximas.

As meninas, identificadas como Isis Helena e Lais Heloísa, eram descritas por familiares e conhecidos como crianças alegres e cheias de vida.

Um detalhe que também ganhou repercussão foi uma tatuagem com o nome da filha mais velha no peito do acusado, registrada em uma fotografia divulgada pela imprensa.

Caso reacende alerta sobre violência familiar

A tragédia também trouxe novamente ao debate a necessidade de atenção a situações de violência, perseguição e ameaças após o fim de relacionamentos.

A mãe afirmou que havia enfrentado comportamentos considerados ameaçadores depois da separação, embora, segundo seu próprio relato, não tivesse registrado ocorrências policiais anteriormente.

Especialistas e organizações voltadas à proteção de mulheres e crianças ressaltam que sinais de controle, perseguição e ameaças devem ser tratados com atenção, principalmente quando surgem durante processos de separação conflituosos.

O caso também levanta discussões sobre a importância das redes de apoio e dos mecanismos disponíveis para identificar situações de risco antes que ocorram episódios mais graves.

Investigação deverá esclarecer todos os detalhes

Breno permanece à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil continua reunindo elementos para esclarecer a dinâmica completa dos acontecimentos.

Os trabalhos incluem a análise do local onde o veículo foi encontrado, imagens de segurança, depoimentos de familiares e os resultados dos exames realizados pelos órgãos periciais.

A liberação dos corpos pelo Instituto Médico Legal estava prevista para esta segunda-feira (10), permitindo que os familiares pudessem organizar os procedimentos funerários.

As autoridades deverão continuar investigando a motivação do crime e todas as circunstâncias que antecederam a morte das crianças.

O episódio deixou familiares e moradores profundamente abalados e provocou novas discussões sobre violência doméstica, proteção infantil e prevenção de situações de risco.

Enquanto o processo segue para as próximas etapas, a expectativa é de que a investigação consiga esclarecer integralmente o ocorrido e reunir os elementos necessários para que a Justiça possa analisar as responsabilidades relacionadas ao caso.

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