Casa de Bolsonaro recebe visita da PF após ordem de Moraes, diz defesa

 

Polícia Federal realiza nova operação na casa de Bolsonaro durante cumprimento de prisão domiciliar

Agentes cumprem mandado de busca em residência do ex-presidente

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira, uma nova operação na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A diligência ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teve como principal objetivo verificar a existência de armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro de armamentos em nome do ex-presidente.

A ação foi conduzida por agentes da Polícia Federal, que permaneceram no local pelo tempo necessário para cumprir o mandado de busca e apreensão. Segundo informações apresentadas pela defesa, a operação transcorreu de forma tranquila e sem qualquer intercorrência.

Defesa afirma que nenhum material foi encontrado

De acordo com o advogado João Henrique Freitas, responsável pela defesa de Bolsonaro, os agentes não localizaram nenhum dos itens que motivaram a operação.

Segundo o defensor, o mandado tinha como foco confirmar se ainda existiam armas registradas em nome do ex-presidente mantidas na residência. Após a vistoria, porém, nenhum armamento, munição ou documentação adicional relacionada ao caso teria sido encontrado.

Ainda conforme a defesa, todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades vêm sendo apresentados ao Supremo Tribunal Federal, e a operação serviu para confirmar que não havia novos materiais a serem recolhidos no imóvel.

Decisão faz parte das medidas impostas pelo STF

A nova busca ocorre poucos dias após o Supremo Tribunal Federal determinar que todas as armas registradas em nome de Jair Bolsonaro fossem entregues à Polícia Federal.

Além da entrega do armamento, a decisão judicial também determinou a suspensão do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), condição que permitia ao ex-presidente manter armas legalmente registradas.

A medida foi adotada dentro do conjunto de determinações relacionadas ao cumprimento da prisão domiciliar. Segundo o entendimento apresentado no processo, a manutenção de armas registradas em nome do investigado seria incompatível com as restrições impostas pela decisão judicial.

Divergência sobre a localização de duas armas

Antes da realização da nova operação, a defesa já havia informado que parte das armas estava sob responsabilidade do Exército Brasileiro, enquanto outra parcela havia sido entregue à Polícia Federal.

Durante o processo de conferência do material, no entanto, foi constatada uma divergência envolvendo duas armas que não estavam entre aquelas localizadas pelo Batalhão de Polícia do Exército.

Os equipamentos apontados como ausentes eram uma pistola Glock calibre 9 milímetros e uma espingarda calibre 12, o que levou à necessidade de novos esclarecimentos por parte da defesa.

Advogados explicam destino dos armamentos

Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, os advogados apresentaram explicações sobre o paradeiro das duas armas.

Segundo a defesa, a espingarda permaneceu desde sua aquisição em uma empresa especializada em artigos bélicos localizada no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. De acordo com os advogados, o equipamento nunca chegou a ser retirado pelo ex-presidente.

Já em relação à pistola Glock, a defesa informou que ela havia sido apreendida anteriormente pelas autoridades no âmbito de outra investigação, razão pela qual não poderia ser apresentada novamente para entrega.

As justificativas foram anexadas ao processo para demonstrar que ambas as armas já possuíam situação conhecida pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Armas entregues às autoridades

A documentação encaminhada ao Supremo registra que diversas armas já foram entregues à Polícia Federal em cumprimento às determinações judiciais.

Entre os equipamentos entregues estão pistolas de diferentes calibres, um fuzil e uma espingarda, todos registrados oficialmente em nome do ex-presidente. A relação apresentada pela defesa busca comprovar que houve cumprimento das determinações referentes ao recolhimento do armamento.

Segundo os advogados, o procedimento ocorreu dentro dos prazos estabelecidos e com acompanhamento das autoridades competentes.

Investigação teve origem em abordagem policial

O caso começou após uma pistola registrada em nome de Jair Bolsonaro ser encontrada com um de seus seguranças durante uma abordagem realizada no Distrito Federal.

A descoberta levou à abertura de uma apuração e motivou pedidos de esclarecimento por parte do Supremo Tribunal Federal. A partir das informações reunidas, foi determinada a apresentação de documentos e a localização de todas as armas vinculadas ao registro do ex-presidente.

Posteriormente, Alexandre de Moraes concluiu que a permanência desse armamento seria incompatível com as condições impostas pela prisão domiciliar, determinando a apreensão de todas as armas registradas em seu nome.

Operação termina sem novas apreensões

Até o momento, não há informações oficiais indicando que a operação desta quarta-feira tenha resultado na apreensão de novas armas, munições ou documentos.

Segundo a defesa, a diligência foi encerrada após a verificação completa da residência, sem que qualquer material adicional fosse encontrado pelos agentes da Polícia Federal.

Com isso, a investigação segue acompanhando o cumprimento das determinações judiciais e a análise das informações já apresentadas pela defesa. Enquanto novas manifestações não são divulgadas pelas autoridades, permanece o entendimento de que a operação teve caráter de verificação e foi concluída sem registro de novas apreensões.

 

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