Bruno Guimarães revive marca que o Brasil não registrava desde Zico

 

Pênalti perdido por Bruno Guimarães encerra marca histórica do Brasil em Copas do Mundo

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ficará marcada não apenas pelo adeus precoce ao torneio, mas também pelo fim de uma impressionante sequência que durava quatro décadas. O pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães durante o tempo regulamentar interrompeu um histórico de cobranças perfeitas do Brasil em Copas do Mundo e colocou o volante em uma lista bastante restrita de jogadores brasileiros que falharam em penalidades ao longo da competição.

O lance aconteceu ainda no primeiro tempo e acabou ganhando enorme peso após a derrota por 2 a 1. Para muitos torcedores e analistas, a cobrança desperdiçada representou um dos momentos decisivos da partida, embora o desempenho coletivo da equipe também tenha sido apontado como fator determinante para a eliminação.

Cobrança aconteceu no início da partida

A oportunidade surgiu aos 13 minutos da etapa inicial, quando o árbitro marcou pênalti após revisar o lance com o auxílio do árbitro de vídeo (VAR).

A análise confirmou que Matheus Cunha havia sido derrubado dentro da área pela defesa da Noruega, oferecendo ao Brasil a chance de abrir o placar logo nos primeiros minutos do confronto.

Bruno Guimarães assumiu a responsabilidade pela cobrança. A expectativa era de que a Seleção saísse na frente e ganhasse confiança para controlar a partida.

Entretanto, o goleiro norueguês fez a defesa e impediu o gol brasileiro, mantendo o placar inalterado.

Marca histórica chega ao fim

O erro encerrou uma sequência que permanecia intacta desde a Copa do Mundo de 1986.

Naquele Mundial, disputado no México, Zico desperdiçou um pênalti diante da França nas quartas de final. O camisa 10 havia entrado durante a partida e teve a oportunidade de colocar o Brasil em vantagem, mas viu sua cobrança ser defendida pelo goleiro francês.

A partida terminou empatada em 1 a 1 e a Seleção Brasileira acabou sendo eliminada na disputa por pênaltis.

Desde então, nenhum jogador brasileiro havia desperdiçado uma cobrança durante o tempo regulamentar em uma Copa do Mundo.

Sequência atravessou várias gerações

Ao longo das décadas seguintes, diferentes craques mantiveram o aproveitamento perfeito da Seleção Brasileira em penalidades durante os 90 minutos de jogo.

A série começou em 1994, quando Raí converteu um pênalti diante da Rússia.

Na Copa de 1998, Ronaldo também marcou em cobrança contra o Chile.

Em 2002, Rivaldo balançou as redes diante da Turquia, enquanto Ronaldinho Gaúcho converteu sua oportunidade contra a China.

Mais recentemente, Neymar manteve a sequência ao marcar de pênalti contra a Croácia, em 2014, e diante da Coreia do Sul, na edição de 2022.

Durante oito Copas do Mundo consecutivas, o Brasil transformou todas as penalidades marcadas durante o tempo regulamentar em gols.

Grupo de jogadores é pequeno

Antes de Bruno Guimarães, apenas três brasileiros haviam desperdiçado pênaltis durante o tempo normal em Copas do Mundo.

O primeiro foi Waldemar de Brito, na edição de 1934, quando teve sua cobrança defendida pelo goleiro espanhol Ricardo Zamora na derrota brasileira para a Espanha.

Quatro anos depois, em 1938, Patesko desperdiçou um pênalti na disputa do terceiro lugar diante da Suécia ao chutar para fora. Apesar do erro, o Brasil venceu por 4 a 2 e conquistou a medalha de bronze.

Décadas depois, Zico passou a integrar essa lista após o duelo contra a França em 1986.

Agora, Bruno Guimarães também entra para esse grupo reduzido de jogadores que desperdiçaram cobranças durante o tempo regulamentar da principal competição do futebol mundial.

Lance ganhou peso com eliminação

O desperdício da penalidade tornou-se ainda mais marcante porque aconteceu em uma partida eliminatória.

Depois da cobrança defendida, a Noruega conseguiu equilibrar o confronto, aproveitou suas oportunidades ofensivas e venceu por 2 a 1, garantindo vaga inédita nas quartas de final da Copa do Mundo.

Embora diversos fatores tenham contribuído para o resultado final, muitos torcedores apontaram o pênalti perdido como um momento capaz de mudar completamente o rumo da partida.

Escolha do cobrador dividiu opiniões

Nas redes sociais, o episódio gerou intenso debate entre os torcedores.

Parte do público questionou a escolha de Bruno Guimarães como responsável pela cobrança, argumentando que outros jogadores com perfil mais ofensivo poderiam ter assumido a responsabilidade naquele momento.

Entre os nomes mais citados apareceu Vinícius Júnior, considerado por muitos um dos principais destaques da Seleção Brasileira durante o torneio.

Também houve quem lembrasse que, em Copas anteriores, cobranças decisivas costumavam ficar sob responsabilidade de jogadores como Ronaldo, Rivaldo e Neymar.

Eliminação teve outros fatores

Apesar da repercussão do pênalti desperdiçado, especialistas destacaram que a eliminação brasileira não pode ser atribuída exclusivamente ao lance.

Ao longo da partida, a equipe apresentou dificuldades para criar oportunidades claras de gol, encontrou problemas na marcação e sofreu com a eficiência ofensiva da Noruega, liderada por Erling Haaland.

O conjunto desses fatores acabou contribuindo para o resultado que encerrou a participação brasileira na competição.

Mesmo assim, o erro de Bruno Guimarães permanecerá registrado como um marco histórico. A cobrança interrompeu uma sequência de 40 anos sem pênaltis desperdiçados pelo Brasil durante o tempo regulamentar das Copas do Mundo, encerrando uma das estatísticas mais impressionantes da história da Seleção Brasileira no torneio.

Rolar para cima