Flávio Bolsonaro recusa escolta da PF e decisão levanta dúvidas nos bastidores
Senador opta por manter esquema próprio de segurança
O senador Flávio Bolsonaro decidiu recusar a escolta oferecida pela Polícia Federal para o período da campanha eleitoral de 2026. A decisão chamou a atenção nos bastidores políticos e gerou questionamentos sobre os motivos que levaram o parlamentar a abrir mão da proteção disponibilizada pela corporação.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Flávio preferiu permanecer sob a proteção da Polícia Legislativa do Senado e de profissionais de segurança contratados pelo Partido Liberal (PL), estrutura que já o acompanha há vários anos.
Desconfiança em relação à Polícia Federal
De acordo com pessoas próximas ao senador, a decisão estaria relacionada a uma falta de confiança na atuação da Polícia Federal durante o processo eleitoral. Integrantes do entorno de Flávio afirmam que há preocupação com possíveis vazamentos de informações sensíveis, como agendas de viagens, estratégias de campanha e conversas privadas.
Aliados do parlamentar também avaliam que o ambiente político deverá ser marcado por forte polarização, aumentando a necessidade de um esquema de segurança considerado mais próximo e de confiança.
Polícia Federal garante neutralidade
A Polícia Federal apresentou um plano especial de segurança voltado aos candidatos à Presidência da República. Segundo a corporação, o trabalho de proteção será conduzido com neutralidade político-partidária e terá como principal objetivo preservar a integridade física dos presidenciáveis durante a campanha eleitoral.
O planejamento prevê a atuação de agentes especializados em segurança de autoridades e em grandes eventos, seguindo protocolos utilizados em eleições anteriores.
Apesar dessas garantias, Flávio Bolsonaro decidiu não aderir ao esquema oferecido pela instituição.
Caso Banco Master ampliou preocupações
Nos bastidores, integrantes do grupo político de Flávio apontam que a desconfiança em relação à Polícia Federal teria aumentado após a repercussão de investigações relacionadas ao caso Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O episódio colocou o senador novamente no centro do debate político e provocou questionamentos sobre os impactos das investigações em sua pré-candidatura à Presidência da República.
Embora não exista qualquer conclusão definitiva sobre os fatos investigados, o caso contribuiu para aumentar o clima de cautela entre aliados do parlamentar.
Debate sobre segurança de candidatos
A decisão de recusar a escolta da Polícia Federal também reacendeu discussões sobre a segurança de candidatos em campanhas presidenciais e sobre a confiança nas instituições responsáveis pela proteção de autoridades.
Especialistas destacam que candidatos à Presidência tradicionalmente contam com esquemas especiais de segurança devido ao aumento da exposição pública e aos riscos inerentes ao período eleitoral.
Ainda assim, a legislação não obriga os candidatos a aceitarem a proteção oferecida pela Polícia Federal, cabendo a cada um decidir sobre a adoção ou não do serviço.
Decisão continua gerando repercussão
A recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar a escolta da Polícia Federal continua provocando debates nos meios político e jurídico. Para alguns analistas, a medida demonstra uma estratégia de cautela e busca por maior controle sobre a própria segurança.
Outros observadores entendem que a decisão reflete o atual ambiente de desconfiança e tensão política que antecede as eleições presidenciais de 2026.
Enquanto isso, o senador segue mantendo sua estrutura de proteção já utilizada nos últimos anos e continua no centro das atenções em meio às articulações políticas e aos preparativos para a disputa eleitoral.
