Aprovação de Lula sobe para 49% e supera desaprovação na reta final da eleição, aponta Datafolha
A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma melhora na reta final da campanha presidencial de 2026. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 22 de outubro, 49% dos brasileiros entrevistados aprovam a administração federal, enquanto 48% desaprovam.
O resultado chama atenção porque representa uma mudança em relação ao levantamento anterior, quando a desaprovação aparecia numericamente à frente da aprovação. Apesar da inversão, os dois indicadores continuam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 22 de outubro, período marcado pela intensificação da disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
Aprovação de Lula cresce e desaprovação apresenta queda
Na comparação com a pesquisa divulgada em 15 de outubro, os números mostram uma movimentação favorável ao governo federal.
Na ocasião, 48% dos entrevistados aprovavam a administração de Lula, enquanto 50% manifestavam desaprovação.
No levantamento mais recente, a aprovação avançou um ponto percentual, chegando a 49%. Ao mesmo tempo, a desaprovação caiu dois pontos, passando de 50% para 48%.
Com isso, o presidente passou de uma diferença negativa de dois pontos percentuais para uma diferença positiva de um ponto.
Embora a mudança represente uma melhora numérica, os resultados precisam ser interpretados com cautela, já que as variações estão dentro da margem de erro.
Portanto, a pesquisa não permite afirmar que a aprovação tenha ultrapassado a desaprovação de maneira estatisticamente conclusiva.
Avaliação ruim ou péssima do governo também apresenta redução
Além dos índices gerais de aprovação, o Datafolha investigou como os brasileiros classificam a administração federal.
Os resultados mostram que o percentual de entrevistados que consideram o governo ruim ou péssimo caiu de 41% para 39%.
Por outro lado, a parcela que avalia a gestão como ótima ou boa aumentou de 35% para 36%.
Já o grupo que considera o governo regular passou de 23% para 24%. O percentual de entrevistados que não souberam responder permaneceu em 1%.
Apesar da melhora, a avaliação negativa continua numericamente superior à positiva.
Enquanto 39% classificam a administração como ruim ou péssima, 36% consideram o desempenho ótimo ou bom.
A diferença de três pontos percentuais demonstra que o governo ainda enfrenta resistência de uma parcela expressiva da população.
Mudança acontece em meio ao empate entre Lula e Flávio Bolsonaro
A divulgação dos novos índices ocorre em um momento decisivo da corrida presidencial.
Segundo o mesmo levantamento Datafolha, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados numericamente, com 50% dos votos válidos para cada candidato.
Na pesquisa anterior, Flávio registrava 51%, enquanto Lula aparecia com 49%.
A aproximação nas intenções de voto coincide com a melhora numérica da avaliação do governo federal.
Entretanto, não é possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre os dois movimentos apenas com os dados divulgados.
A aprovação de uma administração e a intenção de voto em determinado candidato são indicadores diferentes, embora possam apresentar relações no comportamento eleitoral.
Pesquisa ouviu mais de 2,5 mil brasileiros
O levantamento foi realizado pelo Datafolha, contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Ao todo, foram entrevistados 2.520 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro de 2026.
A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-09709/2026.
Essas informações são importantes porque permitem compreender os limites estatísticos dos resultados apresentados.
Como a diferença entre aprovação e desaprovação é de apenas um ponto percentual, o levantamento indica empate técnico entre os dois grupos.
Reta final da campanha será decisiva para os candidatos
Com o segundo turno se aproximando, os novos números passam a integrar as avaliações estratégicas das campanhas presidenciais.
A melhora nos indicadores do governo pode ser considerada um sinal positivo pela equipe de Lula, enquanto a permanência de índices elevados de desaprovação representa um desafio político.
Para Flávio Bolsonaro, o cenário mantém a possibilidade de explorar críticas à administração federal e apresentar propostas alternativas aos eleitores.
Entretanto, o resultado da eleição dependerá das escolhas efetivamente realizadas nas urnas.
Por enquanto, a pesquisa Datafolha mostra uma recuperação numérica moderada na avaliação do governo Lula, mas sem vantagem estatisticamente consolidada.
O levantamento também confirma um ambiente eleitoral equilibrado, no qual pequenas mudanças nas preferências dos brasileiros poderão ganhar importância na definição do próximo presidente da República.
