Lula cresce em pesquisa BTG/Nexus, encosta em Flávio Bolsonaro e acirra disputa presidencial na reta final
A disputa pela Presidência da República ganhou um novo capítulo nesta reta final das eleições de 2026. Uma pesquisa realizada pelo instituto Nexus, encomendada pelo banco BTG e divulgada nesta segunda-feira, 19 de outubro, aponta uma recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto, reduzindo a vantagem que vinha sendo registrada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
O levantamento mostra que os dois candidatos aparecem empatados na pesquisa espontânea, com 44,5% das intenções de voto cada. Já na modalidade estimulada, Flávio mantém uma pequena vantagem, mas a diferença caiu para apenas 0,6 ponto percentual.
Os números chamaram a atenção por indicarem uma disputa ainda mais equilibrada a poucos dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Lula recupera terreno e alcança Flávio Bolsonaro
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem em quem pretendem votar sem receber uma lista de candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro registraram exatamente o mesmo percentual: 44,5%.
O resultado representa uma mudança em relação ao levantamento anterior, divulgado na semana passada. Na ocasião, Flávio aparecia com 46,3%, enquanto Lula tinha 44,5%.
Isso significa que o senador perdeu 1,8 ponto percentual nessa modalidade, enquanto o presidente manteve seu índice.
A mudança eliminou a vantagem numérica que Flávio apresentava anteriormente e colocou os dois concorrentes em situação de igualdade no levantamento mais recente.
O cenário reforça a percepção de que a eleição permanece aberta, com os candidatos buscando conquistar eleitores indecisos e ampliar a mobilização de suas respectivas bases políticas.
Pesquisa estimulada mostra diferença de apenas 0,6 ponto
Na modalidade estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos participantes, a aproximação também ficou evidente.
No levantamento anterior, Flávio Bolsonaro registrava 47,9% das intenções de voto, contra 45,1% de Lula. A vantagem do senador era de 2,8 pontos percentuais.
Agora, os números mostram Flávio com 46,5%, enquanto Lula aparece com 45,9%.
Dessa forma, a distância entre os dois caiu para apenas 0,6 ponto percentual, configurando um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
A comparação indica que Flávio recuou 1,4 ponto percentual, enquanto Lula avançou 0,8 ponto.
Embora as variações individuais estejam dentro da margem de erro, a redução da distância numérica entre os candidatos ganhou destaque no cenário político.
Mobilização de apoiadores pode ter influenciado cenário
A aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro ocorreu em meio à intensificação das atividades eleitorais nas ruas e nas redes sociais.
Segundo análise do jornalista José Casado, parte da reação favorável ao presidente aconteceu após iniciativas organizadas por seus próprios apoiadores, algumas delas sem participação direta da estrutura oficial do Partido dos Trabalhadores.
Essas manifestações buscaram ampliar a mobilização do eleitorado e fortalecer a candidatura petista na reta final da campanha.
Entretanto, não é possível afirmar que essas ações tenham sido responsáveis pela mudança nos números. Pesquisas de intenção de voto registram as preferências dos entrevistados, mas não estabelecem, isoladamente, as causas das oscilações.
Resultado do primeiro turno aumenta importância da recuperação
A disputa atual também precisa ser analisada considerando o desempenho dos candidatos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Na ocasião, Lula recebeu aproximadamente 53,8 milhões de votos, terminando atrás de Flávio Bolsonaro por uma diferença estimada em 2,3 milhões de votos.
O resultado representou um desafio para o presidente, que obteve quase quatro milhões de votos a menos do que havia conquistado no primeiro turno das eleições de 2022.
Diante desse cenário, a campanha petista passou a enfrentar a necessidade de ampliar seu apoio eleitoral para tentar reverter a vantagem conquistada pelo adversário nas urnas.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro busca preservar o desempenho alcançado na primeira etapa e transformar sua votação anterior em uma vitória definitiva.
Debate e últimos dias podem movimentar disputa
Outro elemento importante nesta reta final é o impacto potencial dos debates presidenciais.
O levantamento divulgado em 19 de outubro não captou eventuais mudanças de opinião provocadas pelo confronto entre os candidatos realizado na noite de domingo, pela Band.
O encontro foi marcado por acusações e críticas entre os concorrentes, aumentando a expectativa sobre possíveis repercussões entre os eleitores.
Com a votação marcada para domingo, 25 de outubro, Lula e Flávio Bolsonaro entram nos últimos dias de campanha diante de um cenário numericamente equilibrado.
