Depois da votação, Cury faz balanço da campanha e fala em novas sementes

Augusto Cury recusa apoio a Lula ou Flávio e diz que suas propostas continuam de pé

Terceiro colocado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, Augusto Cury (Avante) decidiu não declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem a Flávio Bolsonaro (PL), que avançaram para a segunda etapa da disputa.

Após o resultado das urnas, o escritor afirmou que pretende permanecer em silêncio sobre o segundo turno e deixou claro que ninguém está autorizado a anunciar apoio a qualquer uma das candidaturas em seu nome. Cury recebeu 3,44 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos.

Cury fala em sementes após resultado

Em sua manifestação depois do primeiro turno, Cury utilizou uma linguagem simbólica para avaliar o trabalho realizado durante a campanha.

O candidato afirmou que plantou “sementes de pacificação e de coragem” e defendeu que as ideias apresentadas durante a disputa possam continuar sendo discutidas nos próximos anos.

A mensagem foi direcionada principalmente aos eleitores que acompanharam sua candidatura e às propostas que fizeram parte de seu projeto político.

Cury também cumprimentou os dois candidatos que avançaram para o segundo turno e afirmou esperar que as propostas apresentadas durante sua campanha sejam consideradas por quem assumir a Presidência.

Escritor não pretende escolher entre os dois

A posição de Cury ficou mais clara em declaração dada após o encerramento da votação.

“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno”, afirmou o candidato, acrescentando que ninguém está autorizado a pedir ou anunciar apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro em seu nome.

Com isso, Cury se colocou fora da disputa por apoios que começou imediatamente após a definição do segundo turno. As duas campanhas passaram a buscar manifestações de outras lideranças e candidatos que ficaram pelo caminho.

A decisão também diferencia a posição pessoal de Cury de qualquer eventual interpretação sobre os votos que recebeu. O fato de ter terminado em terceiro lugar não significa que seus eleitores tenham uma orientação única para a segunda etapa.

Propostas seguem no centro da mensagem

Mesmo sem escolher uma das candidaturas, Cury voltou a destacar algumas das principais ideias defendidas durante sua campanha.

Entre elas estavam o fim da reeleição presidencial, mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal e a adoção do semipresidencialismo.

Segundo o próprio candidato, essas propostas representam parte das “sementes” que ele afirma ter plantado durante a eleição. A intenção manifestada é que elas continuem presentes no debate público, independentemente de quem vencer a segunda etapa.

Durante a campanha, Cury também apresentou sua candidatura como uma alternativa ao ambiente de polarização entre diferentes grupos políticos. Depois do primeiro turno, voltou a defender a necessidade de pacificação e de diálogo entre pessoas com posições distintas.

Cury também fala sobre futuro político

Além de não declarar apoio no segundo turno, Cury afirmou que pretende abandonar a vida político-partidária.

Em entrevista após o resultado, o candidato disse ter convicção de que não pretende continuar na política, embora tenha ressaltado que mantém projetos nas áreas social e pública.

Sua manifestação ocorre enquanto Lula e Flávio Bolsonaro concentram suas campanhas na disputa do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Até o momento, portanto, Cury mantém a posição de neutralidade e não autorizou declarações de apoio em seu nome. Ao mesmo tempo, procura preservar as propostas apresentadas durante a campanha, utilizando a imagem das sementes para representar as ideias que pretende deixar no debate político.

A decisão encerra sua participação direta na corrida presidencial, mas mantém suas propostas disponíveis para discussão durante a nova etapa da eleição.

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